15ª CONFERÊNCIA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO SINTEPE
Prezados colegas trabalhadores em educação de Timbaúba, no último dia 17/08/22 me desloquei do meu posto de serviço para participar da 15ª Conferência Estadual de Educação do Sintepe e de lá trago algumas informações relevante para todos os colegas que lidam diariamente com a educação.
Neste dia 17/08/2022 foram iniciados os trabalhos com a Palestra Magna: Reconstruir o País e a Educação Pública e Popular, proferida pelo professor Carlos Augusto Abicallil. Na referida palestra foi feita uma análise sobre a conjuntura da situação política de hoje, pelo ângulo da Educação. Foi assim demostrado que no transcurso dos últimos seis anos a educação apenas perder recursos. Isso mesmo, a pasta foi negligenciada neste atual governo, com diminuição das oportunidades educacionais e falta de políticas voltadas a unificar a qualidade da educação e aumentar os indicadores de aprendizagem no Brasil. Continuamos com escolas públicas de altos índices de rendimentos e com milhares de escolas públicas de baixos índices de rendimento. Nessas escolas de baixo rendimento de tudo há de se sentir falta, desde água, professor, internet e material básico de limpeza, passando pela merenda e até energia. E nesse cenário caótico pós pandemia o abismo entre as escolas pública tornou-se maior.
No dia 18/08/2022 foi lido e sujeito a alterações o Regimento da 15ª CONFERÊNCIA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO SINTEPE. Após esse transcurso legal, o regimento foi votado e aprovado. Seguiu-se para a palestra Revogação do Novo Ensino Médio e a Luta por uma Educação Emancipatória, proferida pela Sr.a Selma Rocha (USP) e Sr. Fernando Cássio (UFABC). Neste momento da conferência se indicou a necessidade de se intervir na BNCC/EF/EM. A referida intervenção é no sentido de se revogar as trilhas. Pois, segundo a fala dos palestrantes, o modelo atual pode ser vetor de ampliação do abismo que existe e separa as escolas brasileiras. Esse tal abismo não é existente apenas entre as escolas públicas e particulares. Visto que há um abismo enorme entre as escolas pública da própria rede estadual. Nesse caso se observa que a educação é para todos, mas a educação de qualidade continua sendo para alguns, e isso explica que há escolas com alto IBEPE e outras com baixíssimo IBEPE, explicitando o abismo que separa os pernambucanos que tem acesso a uma escola pública com excelência e os que tem esse direito cerceado por motivos desconhecidos.
No dia 19/08/2022 foi debatida a questão da Educação e direitos humanos. Os palestrantes: Ieda Leal Souza (Sintego/CNTE), Ernani Ribeiro (UFPE) e Adriano Bueno (UNICAMP) dissertaram a respeito da importância de se discutir políticas de acolhimento em uma escola inclusiva. A temática voltou-se a aceitação do diferente e do contraditório dentro da escola como pilar para a construção de uma sociedade em que os direitos e garantias fundamentais sejam alicerces fortes de sua constituição. A separação causada pelo poder do capital, por ideias misóginas e por ideias homofóbicas tem como resultado uma sociedade dividida e assim se cria o opressor e o oprimido. Agora, passamos a falar de um grupo de se levante e subjuga as minorias ou os mais frágeis fisicamente. Esse tipo de pensamento contrário a aceitação do outro gerou no passado de nossa sociedade o racismo, o nazismo, o fascismo e é fonte de todo o regime autoritário e não democrático que se sustenta com armas para subjugar a população.
A conclusão dos trabalhar aconteceu com a leitura da CARTA COMPROMISSO DA EDUCAÇÃO DE PERNAMBUCO PARA AS ELEIÇÕES DE 2022. Acesse aqui.
Nós trabalhadores da educação estamos lutando desde o Império pela educação. Por aqui passaram muitos antes de nós. E todos, ao seu tempo, lutaram por essa nobre causa. Mas, dentro do nosso fazer pedagógico diário e da grande crença de que podemos mudar o mundo através dos nossos alunos. Ficamos parados, deitados em berço esplendido. Nós, que somos alicerces da nossa sociedade estamos dormindo. Com isso não quero dizer que nossos alunos não tenham a capacidade de mudar o mundo. Eles a tem, porém será num futuro, o qual não é agora. Nós precisamos levantar desse berço e começar a agir como outras categorias. Algumas categorias tomaram o congresso, a casa do povo, de sequestro e não a querem devolver. É bancada de bala, bancada do agronegócio, bancada dos etc... E onde está a educação? Presa a um ou dois gatos pingados, sendo representada em sua Comissões por banqueiros, palhaços, grandes pecuaristas, empresários da educação.
Somos milhares ou melhor somos milhões de votos!!! Somos trabalhadores, seus conjugues e todos os parentes. Cada casa tem no mínimo três votos e nós temos apenas um deputado? Isso está errado! E o erro está nesse sono que adormece por anos nossa categoria. Vamos despertar para eleger uma bancada de pessoas (professores, assistentes e gestores) da educação e tomar o congresso de volta. Temos que ter a serenidade de saber que o orçamento e as leis são criadas no Congresso e na Assembleia. São nesses dois lugares onde devemos travar as nossas batalhas educacionais. E caso dermos as mãos, elegeremos uma verdadeira e digna bancada da educação.
Passar a responsabilidade de lutar ao alunos não vem dando certo. Não é o nosso ex-aluno que está no congresso, a escola que oferecemos para grande parte de nossa população é ruim. E com muito esforço é que vários companheiros conseguiram vincular recurso para educação na Constituição Federal de 1988 e vários companheiros estão lutando por emendas constitucionais e leis para forçar a maioria dos governos a investir em educação. A palavra certa é força. Pois o interesse por uma escola pública, plural e de excelência não é o desejo de todos.
A luta do oprimido para se libertar do opressor não é fácil. Colega professor, na maioria somos filhos de pessoas pobres, que se não fosso o instrumento do concurso público não trabalharíamos nas escolas da rede estadual. Esse sistema que oferece ao nosso aluno uma escola ruim não nos representa. Não se deixe enganar. Meritocracia não funciona em escolas! Escolas de periferias são mais difíceis de trabalhar do que escolas de bairros mais centrais. E nós estamos oprimidos em nossas escolas, com condições precárias e baixos salários.
Oprimido, levante-se! Faça agora algo por você.
Eu estou fazendo algo por mim, caminho a esquerda, procuro um governo plural e popular e escolhendo alguém da Educação para cobrar. Mas caminhar só não é bom, pois os inimigos da educação são muitos e só unidos é que conseguiremos vence-los.

Lindo está cor vermelha 😍💋❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️
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